Kalil promete dar troco em empresas de ônibus

December 17, 2018

Cobrar passagem, evitar o “pulão” na roleta, coibir o desrespeito aos assentos preferenciais, operar o elevador, monitorar as portas de desembarque, acionar o botão de pânico. Essas são atribuições cada vez mais presentes na rotina dos motoristas do transporte público de Belo Horizonte, responsáveis por conduzir com segurança dezenas de pessoas em meio aos riscos diários do trânsito.

O acúmulo de função, após a retirada dos trocadores, estaria atrasando as viagens na capital. A afirmação é dos próprios condutores e dos passageiros. Dados sobre o tempo gasto nos deslocamentos não foram repassados pela BHTrans, mas a Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de BH garante aumento de até 40%.

 

Estresse

Transitar sem agente de bordo é permitido apenas ao sistema Move. Nos outros veículos a medida só pode ocorrer aos domingos, feriados e horário noturno, conforme prevê uma lei de 2012. Porém, os flagrantes do descumprimento da norma em período integral não param de crescer. Só neste ano foram mais de mil multas aplicadas às empresas. 

Para quem executa as múltiplas tarefas, o estresse é generalizado. Roberto*, de 38 anos, é motorista de ônibus há 16 e, atualmente, está à frente de uma linha que atende às regionais Leste e Noroeste. A ausência dos trocadores já ocorre há três meses. Segundo ele, além do desgaste físico e mental, o atraso nas viagens chega a quase 30 minutos. “Nunca estive tão estressado. Ainda não posso abandonar a pro

 

fissão, mas estou olhando outro emprego”.

O condutor também conta que teme ser assaltado. “Tem dia que a gente anda com mais de R$ 600 e não tem onde esconder”. 

O temor da ação de criminosos é reforçado com a obrigação de operar os elevadores para deficientes físicos. “A gente sai do ônibus, vai lá fora e a gaveta de dinheiro fica lá. Qualquer um pode chegar e pegar”. 

A responsabilidade pelo manuseio do equipamento também preocupa Jeferson*, de 42 anos, que atua na região do Barreiro. “Não importa se é descida, subida. Se tem um cadeirante, a gente tem que descer e ajudar. E isso é um perigo, porque se tem alguma falha nos freios, pode ocorrer um acidente”.

Outro fator de estresse é a devolução do troco. Marcos*, de 59 anos, é motorista de duas linhas em Venda Nova. Durante o trabalho, o homem carrega uma bolsa com notas variadas e moedas. “Isso complica o nosso serviço. Nem sempre a pessoa traz o dinheiro certinho ou tem paciência de esperar”, reclama.

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