Mulheres no poder

July 6, 2017

Em Vespasiano, as mulheres comandam os poderes Executivo e Legislativo e o Judiciário tem uma boa representatividade feminina

 

As mulheres são maioria da população e no eleitorado, mas ainda são minoria nos postos de poder: menos de 15% dos municípios brasileiros são administrados por mulheres e o Brasil ocupa o 115º lugar no ranking da política mundial. Mas essa representatividade feminina nos postos de chefia tem aumentado e o que é feminino está cada vez mais forte. Em Vespasiano, as mulheres estão no comando dos Poderes Executivo e Legislativo e o Poder Judiciário está cada vez mais feminino.

 

Primeira mulher a governar Vespasiano, a Prefeita Ilce Rocha contou que a política sempre fez parte da sua vida e ela corre em seu sangue. Para ela, política é, sim, coisa de mulher. Vereadora por três mandatos, sendo Presidente da Câmara Municipal, vice-Prefeita e Chefe de Gabinete e hoje é Prefeita de Vespasiano.  “Creio que o ‘pré-conceito’ também esteja em nós mulheres mesmo, de não querer nos envolvermos nos assuntos relacionados a política. Mas este comportamento está mudando aos poucos, uma vez que, hoje, temos em nossa cidade uma Prefeita, uma vice-Prefeita, várias secretárias municipais, a Presidente da Câmara e mais duas vereadoras mulheres. É um avanço da mulher estar participando ativamente da política e isso certamente ajudará mudar a estatística em nosso Estado e no País. A mulher tem um olhar diferenciado para tudo e por isso consegue valorizar as ações coletivas com mais convicção, amor e solidariedade. E não será diferente na política”.

 

À frente da Câmara Municipal de Vespasiano está Marta Mansur. Vereadora pelo segundo mandato, atual Presidente da Casa Legislativa, também já foi Secretária Municipal de Desenvolvimento Social por três gestões. Marta tomou gosto pela política ao ouvir as histórias contadas por seu pai e sempre recebeu e ainda recebe o incentivo do marido, que viu nela uma pessoa capaz de lutar em prol dos interesses do município. Ela explica que a participação da mulher na política, infelizmente, ainda é baixa, mas que é preciso incentivá-las mostrando que na política também é lugar de mulher e que elas têm condições e contribui para mudar para melhor a realidade desse País. “Hoje somos três mulheres ocupando uma cadeira no Legislativo de Vespasiano e devemos incentivar tantas outras a seguirem esse caminho. Para que isso aconteça, devemos educar a população para ser mais ativa e lutar pelos interesses do povo e a experiência de mulheres bem sucedidas contribui para mudar esse cenário. Com foco definido, podemos mudar o quadro político e a mulher é peça fundamental,” frisa.

 

Doutora Cristiana Martins Gualberto Ribeiro é Juíza há 12 anos e há quatro anos é Juíza do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Vespasiano. Ela explicou que o Poder Judiciário conta com um ingresso maior de mulheres do no início da minha carreira, mas à medida que se avança nos lugares da administração dos tribunais superiores a participação das mulheres vai reduzindo.

“Essa redução ainda se deve por causa das jornadas duplas e triplas que as mulheres ainda têm, dificultando a participação nos cargos de direção. No Poder Judiciário não tem dificuldade em ter reconhecidos méritos por ser mulher, mas ainda é um ambiente masculino. Eu sinto falta da presença feminina e é muito comum a gente vê as mulheres atuando como assessoras dos presidentes e vice-presidentes, participando das tomadas de decisões, mas não ocupam posições de destaque”

Além da Dra. Cristina, a Comarca de Vespasiano possui mais duas juízas: Dra. Sayonara Marques, Juíza da 1ª Vara Cível e a Dra. Flávia Silva Penha, Juíza da 2ª Vara Cível.

Mulheres na Polícia

A Dra. Nicole Martins desde que ingressou na faculdade de Direito já sonhava em ser Delegada. E há quase cinco anos ela realizou seu grande sonho e está à frente da Delegacia de Mulheres de Vespasiano há dois anos e meio. Chefia uma equipe de quatro pessoas – delegada, dois investigadores e uma escrivã – que segundo ela é ainda é muito pequena para atender toda a cidade de Vespasiano, porém o trabalho é realizado com empenho e dedicação.

“A possibilidade de ser a primeira garantidora dos direitos dos cidadãos sempre me motivou, além do fato de lidar diretamente com a população e poder contribuir com a diminuição da criminalidade, especialmente os casos de abuso sexual, envolvendo menores, que são extremamente marcantes e tem a máxima atenção da equipe,” frisa.

A Delegada contou que a Polícia Civil de Minas Gerais respeita totalmente as mulheres e sempre foi tratada em situação de igualdade. “Nunca sofri preconceito por ser delegada. Acredito que quando uma pessoa sabe se impor, não irá sofrer qualquer tipo de preconceito e na Polícia Civil a mulher é vista com muito respeito e admiração, assim como todos os membros da instituição.

 

 

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