MOVE ainda é um grande desafio para os vespasianenses

July 6, 2017

 

O MOVE é motivo de reclamação dos usuários desde a sua implantação. A principal razão é o tempo da viagem que aumentou em meia hora por causa do deslocamento até a Estação do bairro Morro Alto, além da falta da segurança no local. Os passageiros, ainda, têm que conviver com o mau cheiro e o desconforto da improvisada Estação Araão Reis, no Centro de BH, sem contar os ônibus superlotados.

 

Para tentar amenizar a situação sofrida dos usuários, a Presidente da Câmara de Vereadores, Marta Mansur, abraçou a causa e está lutando para instalar uma estação do MOVE na área central de Vespasiano. “Para melhor atender os vespasianenses, a minha sugestão é transformar o antigo terminal rodoviário, no bairro Caieiras, que está desativado há vários anos e oferecendo perigo para quem transita pelo local, em uma estação do MOVE”, disse.

 

Marta informou que já conseguiu agendar uma reunião no dia 10 de julho na Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop) para tratar do assunto. “A Setop me informou que irá enviar técnicos ao local para verificar a viabilidade de transformar a rodoviária antiga em um terminal MOVE. A Setop aprovando, basta apenas a autorização da Prefeita Ilce Rocha,” explica Marta.

 

O economista Kalil Mrad Neto utiliza o MOVE de segunda a sexta feira para ir ao trabalho. “O tempo de viagem a BH aumentou pelo fato de perdemos 30 minutos só dentro do bairro Morro Alto. Além disso, os ônibus do MOVE só andam superlotados. E no centro da Capital, ainda somos obrigados a enfrentar uma estação longe, perigosa e com mau cheiro, relata. Kalil acredita que, no momento, uma opção imediata é a volta do ônibus executivo (5806). “Não seria solução definitiva, mas amenizaria o problema. Agora, com um pouco de vontade de política, dá pra trazer o MOVE até o centro de Vespasiano”

 

No sentido contrário, o publicitário Daniel Lopes usa o transporte público há 12 anos para vir trabalhar em Vespasiano. “Hoje eu gasto até uma hora e meia para chegar aqui e quando as linhas eram diretas eu gastava pouco mais de meia hora, pois eu desço na Avenida Cristiano Machado.” O jovem ainda contou que o problema não é apenas o MOVE, mas muito mais das linhas alimentadoras, que têm circulação e quadro de horários reduzidos e defasados. As linhas do MOVE têm um quadro de horários melhor, com exceção da linha 504R que atende a Cristiano Machado que tem uma demora maior. Um problema das linhas dos MOVE muitas vezes é a falta de agilidade dos seus motoristas que demoram para cumprir a viagem comprometendo assim a chegada na Estação Morro Alto.

 

Daniel explicou que com a transferência dos usuários para as linhas alimentadoras, o horário não coincide com o quadro de horário do MOVE. “Além de serem escassos, faltam horários e os intervalos entre são muitas vezes enormes, fazendo com que o usuário vindo do MOVE tenha que esperar muito tempo para pegar a linha alimentadora. Um exemplo é a linha 5805 que atende ao bairro Caieiras, que chega a ter intervalos de 50 minutos na faixa da manhã. O sistema antigo era melhor, com certeza, apesar da alta defasagem de horários, o ônibus direto para o Centro de BH era a melhor opção. Toda essa baldeação no Morro atrasa e compromete fazendo com que Vespasiano, que é bem próximo à Capital, seja de difícil acesso”.

 

O motorista e líder comunitário Roberto Durães, que tem acompanhado a situação do MOVE, disse que a principal reclamação das pessoas é a demora dos ônibus e a transferência das pessoas para as linha alimentadoras fazendo que com os usuários espere mais de meia hora para continuar a viagem. “Estamos providenciando abaixo-assinado solicitando um terminal do MOVE para o mais próximo do centro de Vespasiano para que fique mais acessível para a população, explica.” Durães, como os outros entrevistados, também destacou o perigo e a péssima estrutura da Estação Aarão Reis que gera tantos transtorno para as pessoas. “Queremos acreditar que essa situação irá se resolver, pois os usuários de Vespasiano pagam uma passagem muito cara e está sofrendo todo esse descaso,” finaliza.

 

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