Crescimento desordenado do bairro Palmital gera insatisfação dos moradores de Lagoa Santa

July 6, 2017

Nos últimos cinco anos a população cresceu de maneira exorbitante. Sem infraestrutura os moradores sentem-se abandonados pelo poder público

 

Por Marnês Costa

 

“Oportunidade! Apartamentos dois quartos, sala para dois ambientes, banho social, cozinha, área de serviço, vaga de garagem, lazer completo. Pagamento facilitado”. É muito comum ver anúncios como esse no bairro Palmital, em Lagoa Santa. O bairro existente há cerca de 20 anos, há mais ou menos cinco, a população começou aumentar de maneira desenfreada. Somente no Residencial Bem Viver, 620 apartamentos, distribuídos em 31 blocos, foram entregues aos contemplados do Programa Minha Casa Minha Vida. A má infraestrutura para receber os novos moradores tem gerado muitos problemas.

Com os novos empreendimentos no Palmital, o sonho da casa própria ficou mais fácil se tornar realidade. Pessoas cheias de expectativas adquiram imóveis, sem saber o que iria encontrar quando pegasse as chaves. Foi o que aconteceu com a estudante de administração, Michele Teixeira Costa. “Moro desde que me casei (1 ano e meio). Faço compras no Vila Maria, pois, aqui no Palmital não tem nenhum tipo de comércio. Tudo que preciso busco no bairro vizinho. O transporte é precário. Quando volto da faculdade, mesmo chegando ao ponto às 22 horas, só consigo embarcar às 23:45”, relata a moradora.

A funcionária pública Marisa Rodrigues Santana, diz que a sua rua foi asfaltada por uma construtora e reclama do atendimento no posto de saúde. “O posto de saúde, falta médico, precisa melhorar as condições de atendimento. Outra reivindicação é a necessidade de uma rede de esgoto, falta água constantemente. Minha rua tem asfalto e foi à construtora que fez como contrapartida. As vias de acesso ao bairro são precárias”, diz.

Sabrina Helen Oliveira é recém-chegada ao bairro e diz que sente muita falta do antigo bairro, em Belo Horizonte. “Por enquanto o bairro não está suprindo as minhas necessidades. Não temos opções de ônibus. Comércio então, temos que ir ao Vila Maria, que não é pertinho, aqui não tem nenhum. As duas escolas que temos são bem longes da minha casa”. “No posto de saúde fui poucas vezes, tudo é demorado. Meu filho de sete anos precisou de um exame com Otorino no inicio de 2016, esses dias a moça do posto veio aqui em casa para falar que tinham autorizado, eu nem quis mais. Acho o bairro tranquilo, baixo índice de assaltos, mas para fins comerciais, educação, transporte e saúde estão precários”, finaliza.

Há seis meses, Lagoa Santa está sob um novo governo. Na Câmara quinze vereadores foram eleitos. Dez são novatos. O vereador Leandro Candido, faz uma dura crítica ao executivo municipal “O que fizeram com o bairro Palmital foi covardia. Aglomeraram inúmeras famílias, sem o mínimo de estrutura. Não tem posto de saúde para tender todos os moradores, seria necessário, no mínimo, duas equipes para atender as pessoas de forma humanitária. A principal via de acesso ao bairro, depois da Avenida Pinto Alves, não tem passeio, as pessoas a pé, disputam espaço com os veículos. As escolas estão superlotadas. Culpa do mau planejamento das construtoras e do poder executivo. Prometem melhorias, obras de infraestrutura, mas quem “paga o pato” é a população”. O vereador ainda informou que empreendimentos construídos foram autorizados por decreto do executivo e que a Câmara não teve conhecimento.

A reportagem tentou contato com o secretário de desenvolvimento urbano Breno Salomão e até o fechamento dessa edição não recebeu retorno.

 

 

 

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